Ferramenta gratuita também permite solicitar medida protetiva, cadastrar uma pessoa de confiança e localizar delegacias, unidades da Polícia Militar e postos do IML
Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
O aplicativo SP Mulher Segura reúne serviços destinados a mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Pela ferramenta, é possível registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva, consultar endereços da rede de atendimento e, para quem possui medida protetiva vigente, acionar o botão do pânico em situações de risco.
Desde maio de 2026, o aplicativo também permite cadastrar um contato de emergência e acessar um mapa integrado com unidades da rede de proteção, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), batalhões da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal (IML).
Como instalar e acessar
O SP Mulher Segura pode ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos dos sistemas Android e iOS. O acesso é feito com os dados da conta gov.br.
Após entrar no aplicativo, a orientação é acessar a área “Meus Dados” e verificar se informações como telefone, e-mail, CPF e endereço estão atualizadas. Para utilizar os recursos que dependem de georreferenciamento, também é necessário autorizar o acesso à localização do celular.
Como registrar um boletim de ocorrência
Na tela inicial, a usuária deve selecionar a opção de registro de boletim de ocorrência e responder às perguntas apresentadas pelo sistema. São solicitadas informações para identificar a vítima, descrever o fato e indicar as circunstâncias da violência.
Após o envio, o boletim recebe um número de identificação e é encaminhado para análise da Polícia Civil. O registro pode ser realizado pelo celular durante as 24 horas do dia, sem a necessidade de deslocamento até uma delegacia.
Durante o preenchimento, também é possível solicitar uma medida protetiva de urgência. O pedido será analisado pela autoridade policial e encaminhado ao Poder Judiciário, responsável por decidir sobre a concessão da proteção.
Em uma emergência ou quando a violência estiver acontecendo, a orientação é ligar imediatamente para o 190.
Quem pode usar o botão do pânico
O botão do pânico é disponibilizado exclusivamente para mulheres que possuem uma medida protetiva vigente. A identificação ocorre a partir dos dados da usuária vinculados à conta gov.br.
Quando o recurso é acionado, o aplicativo gera uma ocorrência para o Centro de Operações da Polícia Militar, o Copom, e compartilha a localização do celular para auxiliar no envio de uma equipe policial. Por isso, é importante manter a localização do aparelho ativada.
Nos casos em que o agressor estiver sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, o sistema também pode cruzar os dados de localização da vítima e do monitorado. O acompanhamento é realizado de acordo com as determinações estabelecidas pela Justiça.
Mulheres que não possuem medida protetiva não têm acesso ao botão do pânico. Em uma situação de risco imediato, devem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Contato de emergência
Uma das funcionalidades acrescentadas ao aplicativo em maio de 2026 é o cadastro de um contato de emergência. O recurso permite que a mulher com medida protetiva indique uma pessoa de confiança para integrar sua rede de apoio.
Podem ser cadastrados familiares, amigos ou outras pessoas próximas que possam oferecer acolhimento e apoio após uma ocorrência.
Quando o botão do pânico é acionado, os dados do contato cadastrado passam a integrar o histórico da ocorrência. Depois que a situação emergencial estiver controlada, a equipe da Cabine Lilás poderá entrar em contato com essa pessoa para auxiliar no acolhimento da vítima.
Mapa mostra serviços próximos
Outra funcionalidade disponível desde maio é o mapa integrado da rede de proteção. A ferramenta apresenta endereços e contatos de serviços como:
Delegacias de Defesa da Mulher;
delegacias territoriais;
batalhões e unidades da Polícia Militar;
unidades do Instituto Médico Legal;
outros equipamentos de segurança e atendimento.

